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Entrevista com o vice-presidente Jânio Marcos Feitosa

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Seis anos após a criação do CFTA, vice-presidente destaca conquistas, desafios superados e as perspectivas promissoras para o fortalecimento e valorização dos Técnicos Agrícolas em todo o Brasil.

 

Técnico Agrícola formado em 1989, no Rio de Janeiro, Jânio Marcos Feitosa mudou-se posteriormente para o estado de Mato Grosso, onde iniciou sua atuação profissional na Prefeitura de Sorriso. Anos depois, seguiu para o empreendedorismo, fundando a empresa Soriflora, voltada à consultoria florestal, assistência técnica e comercialização de insumos para lavoura e pecuária.

Ao longo de sua trajetória, participou ativamente do Movimento dos Técnicos Agrícolas do estado de Mato Grosso, contribuindo para o fortalecimento da categoria e para a consolidação da representatividade profissional.

 

 

Seis anos do CFTA

Ao avaliar os seis anos de atuação do Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA), o vice-presidente relembra os desafios enfrentados antes da criação do Conselho próprio da categoria.

Era muito difícil. Contribuíamos com o CREA e, ao mesmo tempo, enfrentávamos tentativas de restringir nossas atribuições. Pagávamos anuidade, participávamos do sistema, mas nunca tivemos representatividade efetiva dentro do Conselho. Nossa luta sempre foi pela criação de um Conselho próprio, que defendesse exclusivamente os interesses dos Técnicos Agrícolas.”

Jânio destaca que a presença do profissional técnico agrícola é ampla e estratégica em todo o território nacional.

Os técnicos agrícolas estão em todos os rincões do Brasil. Em qualquer região, seja no pequeno ou no grande produtor, há um técnico exercendo sua atividade e apoiando o desenvolvimento do campo. Ainda assim, havia dificuldade de reconhecimento dentro das profissões regulamentadas. Nossa mobilização sempre buscou garantir dignidade e valorização para esses profissionais que constroem o agro brasileiro diariamente.”

Entre as principais conquistas proporcionadas pelo CFTA, o vice-presidente ressalta a autonomia e o reconhecimento das atribuições profissionais.

Conquistamos liberdade e reconhecimento das nossas atividades. Hoje temos representatividade por meio do CFTA e dos sindicatos, fortalecendo a profissão e ampliando nossa presença no mercado. Não existe reserva de mercado no Brasil; é preciso ocupar espaços com competência. O Conselho foi a nossa redenção, pois assegurou condições para exercer a profissão com dignidade e responsabilidade.”

 

Perspectivas para o futuro

Ao projetar o futuro da profissão, Jânio avalia que o cenário é promissor.

O futuro do Técnico Agrícola é muito positivo. O mercado exige profissionais qualificados, com conhecimento técnico e capacidade de acompanhar a evolução tecnológica do campo. A cada dia ampliamos nossas atribuições e fortalecemos nossa atuação.”

Ele também destaca a incorporação de novas tecnologias ao cotidiano profissional.

Hoje trabalhamos com tecnologias avançadas, como drones e ferramentas digitais, que ampliam nosso campo de atuação. Esses espaços devem ser ocupados com responsabilidade, qualificação e compromisso com o desenvolvimento do setor.”