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CFTA debate com o MEC fortalecimento do ensino de Técnico Agrícola

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Diretoria diz que a qualificação profissional é uma das principais prioridades do Conselho para os próximos anos.

O fortalecimento do ensino de Técnico Agrícola foi o tema de audiência, nessa quarta-feira (18), em Brasília, da diretoria do Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA) com a secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC), Izolda Cela, e o secretário de Educação Profissional e Tecnológica da pasta, Getúlio Marques Ferreira.

O CFTA esteve representado na reunião pelo presidente Mário Limberger, pelos diretores Gilmar Clavisso (Fiscalização e Normas), Josimar Torres Luiz (Administrativo) e pelo assessor institucional Valdir Raupp. O deputado federal paranaense e Técnico Agrícola Elton Welter também participou da audiência.

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As diretorias do CFTA e da Federação Nacional dos Técnicos Agrícolas (Fenata) contam com a parceria do MEC à tomada de iniciativas para fortalecer cada vez mais o ensino técnico profissional. A qualificação do ensino de Técnico Agrícola, além de ser uma preocupação histórica das entidades dos Técnicos Agrícolas, é uma prioridade urgente, entende a diretoria do CFTA.

“Antes de criar novos estabelecimentos de ensino agrícola é preciso cuidar da qualificação dos egressos”, defende o presidente do CFTA, Mário Limberger, que, inclusive, sustenta a necessidade de revisão do registro do MEC em algumas escolas.

“Existem escolas em que o currículo não atende às exigências do mercado e ainda querem formar profissionais sem aulas práticas”, salienta Limberger, que ainda enfatiza que “o discurso de todos precisa ser de qualidade e capacidade profissional para atender ao avanço tecnológico do agronegócio”.

“Temos hoje cerca de 200 mil Técnicos Agrícolas, em suas mais de 50 modalidades, prestando assistência técnica aos pequenos, médios e grandes produtores, a agroindústrias, a cooperativas e a empresas de diferentes ramos do agronegócio. Ou seja, não se faz agricultura no Brasil sem técnico agrícola”, disse Limberger.

Diante disso e da importância da agropecuária para a economia brasileira, acrescentou Gilmar Clavisso, é necessário robustecer cada vez mais o ensino profissionalizante, aliando a teoria à prática. Segundo o diretor de Fiscalização e Normas do CFTA, o país precisa formar profissionais capazes de atender as crescentes exigências do mercado, que passam pelo apoio aos produtores nas atividades de campo e à responsabilidade técnica por agroindústrias.

“Além de qualificar cada vez mais o ensino de Técnico Agrícola, o Brasil tem que ampliar a oferta de educação profissionalizante, mas com qualidade, para atender a demanda do agronegócio”, pontuou Josimar Torres Luiz. Segundo o diretor Administrativo do CTFA, que também é técnico da Cooxupé, maior cooperativa de café do país, hoje apenas 11% dos jovens brasileiros frequentam cursos técnicos. “A média dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é de 38%. Portanto, temos que expandir mais o ensino técnico no Brasil para impulsionar o crescimento econômico”, afirmou Josimar.

“Uma das principais prioridades de nossa gestão no CFTA é o fortalecimento do ensino de Técnico Agrícola, o que nos levou a buscar a parceria com o MEC. Um dos maiores produtores mundiais de alimentos, o Brasil precisa intensificar a capacitação dos Técnicos Agrícolas, a fim que eles prestem um serviço cada vez mais relevante à agropecuária, com menor impacto ambiental e garantia da segurança alimentar”, ressaltou Limberger.

De acordo com o presidente do CFTA, os Técnicos Agrícolas têm, atualmente, autonomia, independência e protagonismo no mercado, o que também exige uma capacitação cada vez maior para atuar tanto no setor privado quando no serviço público. “Por isso, o CFTA está empenhado em contribuir para impulsionar a qualificação do ensino de Técnico Agrícola”.